Como não lembrar daqueles dias? Tudo era começo. Olhares sôfregos, prontos para marcar uma história, uma trajetória. E em que pesem todas as dificuldades, todas as transgressões, marcaram sua trajetória. Um grupo, uma orla, um clã, uma irmandade. Sim, alguns termos soando como adjetivos e outros, talvez, como realidade de um grupo que existiu para si. Construíram uma identidade, uma coletividade, uma consciência coletiva. Bons de coração, ações, mentes que se rebelaram. Saibam que representaram em minha vida o combustível fundamental daquela rebeldia contestadora de há tempos. Sim, representaram a luta contra o sistema, a luta pela individualidade e pelo direito de dizer não à determinadas regras. Não um "não" no sentido de desconstruir, mas naquele sentido que obriga quem elabora regras e as impõem a todos a revê-las, pois já são mortas. Vida, vida, vida. Sim, exalaram vida, segredos obscuros, momentos trágicos, momentos de êxtase. Hoje, de onde estou, sentado ouvindo músic...
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